Sábado, 24 de Out de 2026

Se Geo tivesse a sabedoria do tio-avô, deputado Coronel Pereira, trocava a vaidade pela finalidade e entregaria a relatoria do Impeachment. Sua resistência opera pela defesa de Carlesse!

17/02/2022 609 visualizações

O deputado Junior Geo resiste em declarar-se suspeito na relatoria do impeachment do governador afastado Mauro Carlesse. O presidente da Comissão processante deu-lhe três dias (que expiram na próxima terça) para decidir-se.

É reação que, por mera lógica, opera em desfavor da manifesta vontade política do Legislativo de cassar o mandato do governador por crime de responsabilidade, favorecendo, portanto, à sua defesa, dada a possibilidade de questionamentos jurídicos.

Assentir com a justificativa do deputado do PROS de isenção e de estar desempenhando o seu papel fiscalizador, seria enxergar em outro membro da comissão, deputado Olintho Neto (que foi líder de Mauro Carlesse) a mesma condição de presuntiva imparcialidade de Geo (seu ferrenho opositor) em relatório que definirá sua cassação ou não. Após, ele próprio, ter visto, no Legislativo negado um pedido de impeachment de sua autoria contra o mesmo paciente objeto de novo pedido que defende o deputado relatar.

Geo exerceria, assim, agora uma função constitucional sobre fato que talvez fosse evitado tivesse sido o parlamentar atuante, na forma que prega, no convencimento dos demais parlamentares sobre o crime de responsabilidade atribuído ao governador afastado.

Ou aceitar a vontade política, vencido que foi pela maioria circunstancial. A fazer uso do cargo de relator um substitutivo, como não é implausível inferir-se, de sua tática política de enfrentamento, com a carga midiática acessória ocupado o lugar do principal.

Se Junior Geo seguisse a inteligência do seu tio-avô, o icônico e popular, do ponto de vista político, deputado por Goiás (eleito na então região Norte), Coronel Pereira (que foi eleito pelo povo e não era ligado ao regime militar), ex-prefeito de Peixe, trocaria sua vaidade pessoal pela finalidade. E entregaria a relatoria a um parlamentar menos suspeito, abrindo caminho para a consecução de seus objetivos indubitáveis e não cimentando obstáculos.

Até porque na comissão processante a maioria formada é contrária a Mauro Carlesse: Junior Geo, Elenil da Penha, Zé Roberto e Eduardo do Dertins contra Olintho Neto.

Uma quase unanimidade que já garantiria, a priori, aprovação de  um relatório favorável à cassação que, com o peso do governo, obterá com tranquilidade os dois terços necessários no plenário para abrir o processo.

Mas que a previsível disputa jurídica retirará do plenário do Legislativo para as discussões processuais no TJ, STJ e STF. E ai o mandato terá ido. E o acusado livre das acusações no Legislativo.

 

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