Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Se dependesse da bancada congressista, governo de Wanderlei padeceria de inanição: diferença entre o que mandaram parlamentares a prefeitos e o que consignaram ao governo que era R$ 260 milhões em 2021, aumentou para R$ 335 milhões em 2023

02/01/2024 732 visualizações

Há deputados e senadores que cobram do governo melhor desempenho na saúde, educação, segurança e investimentos.

Os números da Secretaria do Tesouro Nacional (atualizados ontem) apontam que parte da bancada estaria exigindo do Executivo estadual que se vire nos trinta.

Deputados e senadores do Estado mandaram para o tesouro estadual em 2023 (emendas individuais e de bancada) a soma de R$ 124,9 milhões. Contra os R$ 459 milhões (quase quatro vezes mais) que mandaram diretamente aos prefeitos no ano passado.

Para termos de comparação: em 2022 (governo Jair Bolsonaro e bancada de maioria também bolsonarista), o Palácio Araguaia teve de emendas parlamentares o total de R$ 19,903 milhões.

Isto mesmo. Wanderlei no cargo de governador contou com essa ajuda aí de parlamentares federais para obras no ano em que disputou a reeleição. Cinco deputados federais foram reeleitos em 2022.

E em 2021, o montante de R$ 34,713 milhões de emendas individuais e de bancada. Ou seja, recebeu de deputados federais e senadores no ano de sua reeleição metade do que recebera no ano anterior quando pegou o governo a dois meses do final do ano.

Deputados e senadores mandaram para os municípios em 2021 o total de R$ 294 milhões e R$ 234 milhões em 2022.

Wanderlei Barbosa, de partido bolsonarista, governa o Estado deste outubro de 2021. Ou seja: partidária e politicamente nada teria sido alterado.

Mas se lá em 2021 deputados e senadores mandaram para seus prefeitos R$ 260 milhões a mais do que encaminharam ao governo, em 2023 encaminharam cerca de R$ 335 milhões a mais aos prefeitos do que ao Palácio Araguaia.

E mandam o governo se dar por satisfeito para atender 1,5 milhão de pessoas que necessitam de benefícios interligados por um planejamento regional.

Afinal, para obras municipais já existem o FPM, as arrecadações e as transferências constitucionais (federais e estaduais).

Resultado: cidades que não tem acesso por rodovias decentes, hospitais e escolas, recebem quadras esportivas, shows sertanejos e de influencers.

É uma das faces da lâmina política a rondar o Palácio e a sucessão.

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