Considerados os números que o Jornal do Tocantins atribui neste domingo ao Tribunal Superior Eleitoral, o PSDB seria um "banana" e, mesmo argumentando apoio à prefeita Cínthia Ribeiro (interveio para garantir sua candidatura), estaria privilegiando os paulistas com o fundo partidário. Nada diverso do histórico murista tucano.
Contra os R$ 2,3 milhões repassados pela direção do PSL à deputada Vanda Monteiro, o PSDB teria mandado para Cínthia (de fundo eleitoral) - como publicado - o dinheiro de troco de bêbado de R$ 16 mil. Pode-se argumentar que ainda haveria tempo. Não. Tempo não há disponível numa campanha de 45 dias (em que só restam 28 dias).
Há poucas dúvidas de que o desempenho da candidata do PSL não esteja ligado à grana que jorra do partido. É uma campanha de um tiro só onde recurso entrando no último dia pode não modificar a inércia da aceleração.
Imagina: o PSB (Tiago Andrino/Carlos Amastha) já teria recebido R$ 1 milhão, o Podemos (Alan Barbiero), R$ 740 mil. Eli Borges recebeu R$ 400 mil do Solidariedade, Junior Geo (R$ 350 mil do PROS) e Marcelo Lélis R$ 200 mil do PV. Contra os R$ 16 mil dos tucanos.
São os números da primeira parcial da prestação de contas. Pode ser que o PSDB tenha recebido mais e não publicado. Ou aguarde para mandar mais. Mas muito difícil porque seria uma inconsistência.
O fundo é distribuído conforme as bancadas partidárias eleitas em 2018: PT (54 deputados federais), PSL (52), PP (38), PSD (35), MDB (34), PR (33), PSB (32), PRB (30), PSDB (29), DEM (29), PDT (28), Solidariedade (13), Podemos (11), PSOL (10), PTB (10), PCdoB (9), Novo (8), Pros (8), PSC (8), PPS (8), Avante (7), PHS (6), Patriota (5), PV (4), PRP (4), PMD (3), PTC (2), Rede (1), PPL (1) e DC (1).


