Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Se CPI do Fim do Mundo pegar Jair Bolsonaro, Marcelo Miranda sobe e Eduardo Gomes cai no fluxograma eleitoral de 2022

25/04/2021 833 visualizações

Os senadores prometem abrir na terça a CPI da Pandemia. A Comissão tem combustível suficiente para precipitar a tramitação de um pedido de impeachment de Jair Bolsonaro. As razões quem as deu (e as concede diariamente) é o próprio presidente.

Aproximando-se dos 400 mil mortos, o país é obrigado a assistir em tempo quase real o esforço contrário do Palácio do Planalto às medidas sanitárias. Comandado pelo Chefe da República. Tudo tipificado na Constituição, Lei de Responsabilidade Fiscal e no Código Penal.

O comando numérico oposicionista da CPI e a maioria emedebista (inclusive o relator) pode respingar por aqui. O grupo majoritário do MDB na CPI contrapõe-se por mera gravidade política ao senador Eduardo Gomes, líder do governo no Congresso.

O MDB no Estado é comandado burocraticamente pelo ex-governador Marcelo Miranda (sem mandato) muito embora seja Gomes a maior liderança eleitoral do partido no Tocantins. E político tem o valor do seu espólio eleitoral. Ou seja, votos e mandato.

Como é notório, se a CPI pegar, fica fortalecido o grupo de Marcelo em desfavor de Eduardo. O relator da CPI, Renan Calheiros, é próximo do ex-governador e oposição a Bolsonaro. O êxito da Comissão, assim, depõe contra Gomes, aliado de Bolsonaro.

Ambos, Marcelo e Eduardo, de público dizem-se sem atritos. Mas no privado não é bem assim. Marcelo, atualmente elegível, segue com seu projeto de disputar o governo no próximo ano. Tem como empecilho internamente justamente Gomes e sua musculatura política e projeção nacional.

Com a CPI, portanto, cai Eduardo Gomes e sobe Marcelo Miranda. Isto se o ex-governador conseguir transpor o desgaste do seu governo e da prisão que, mesmo ilegal (do ponto de vista processual), continua vivinha da silva na memória do eleitor.

A ver.

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