Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Se Ciro Gomes expandir aliança com o Democratas do Nordeste para o Norte, pode impelir, por pura lógica política, Kátia Abreu a deixar PDT

luizarmandocosta 18/01/2020 530 visualizações

A aliança do PDT com o Democratas (iniciada esta semana pelo Nordeste), defendida por Ciro Gomes, pode provocar tremores caso estendida para o Tocantins (na região Norte).

Um dos quatro senadores do PDT é a senadora Kátia Abreu, a vice de Ciro em 2018. Ciro tem ali, ainda, o irmão, senador Cid Gomes.

O Democratas no Estado, se é comandado partidariamente por Dorinha Seabra, tem como maior líder o governador Mauro Carlesse, potencial candidato ao Senado, dado que não pode mais ser reeleito.

Cargo que a senadora terá também que disputar a única vaga em 2022, caso não se candidate ao governo, onde também, intui-se, não é a favorita do Governador para a cabeça da majoritária. Projetos explicitamente conflitantes.

Caso Ciro decida-se por expandir a aliança para o Norte do país, com a argumentação de que faz uso para, paradoxalmente, unir direita e esquerda, de olho nas eleições municipais, pode impelir Kátia Abreu a abrir fora do partido.

Kátia, aliás, já tinha ido contra Ciro Gomes e o PDT na Reforma da Previdência. A parlamentar do Estado votou a favor, contra a orientação do coronel nordestino nascido em São Paulo (Pindamonhangaba).

É, pela lógica política, um jogo arriscado ficar sem um senador (ex-ministra e ex-líder de 4 milhões de produtores rurais do país) para um político que pretenda disputar as eleições presidenciais em qualquer tempo. Ciro está em campanha para 2022, daí querer fazer o maior número possível de prefeitos aliados este ano.

É esperar para ver onde isto vai dar.

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