Se os vereadores da Capital decidirem contratar os 236 comissionadas que a lei que promulgaram os autoriza, o déficit no orçamento da Câmara este ano pode ser duas vezes e meia maior que o déficit orçamentário do ano passado.
Em 2019, a Câmara teve um orçamento de R$ 39 milhões e 741 mil. Ela gastou, entretanto, R$ 42 milhões e 701 mil. A diferença (R$ 2 milhões e 960 mil) saiu do Executivo, dado que o Legislativo não produz arrecadação.
Em 2020, o orçamento da Câmara (aprovado pelos vereadores) é menor: R$ R$ 38 milhões e 330 mil. Só que (parecer técnico da Procuradoria da Prefeitura) a contratação dos comissionados provocará um déficit no orçamento da Câmara de R$ 7 milhões e 846 mil.
Se a Prefeitura teve que se virar nos trinta para mandar cerca de R$ 3 milhões a mais aos vereadores no ano passado, este ano terá que mandar duas vezes e meia mais.
E que se note: dos R$ 42 milhões de despesas totais de 2019, a Câmara gastou com despesas de pessoal o total de R$ 24 milhões e 706 mil.
Destes, R$ 15 milhões e 154 mil justamente com servidores comissionados (61%) que a Justiça determinou à Câmara adequar à legislação.
E que, a lógica indica, serão agora recontratados.


