De quando em vez surgem especulações de que o secretário da Fazenda, Sandro Henrique, pudesse ser o candidato de Mauro Carlesse ao governo no próximo ano. Não seria o primeiro Sefaz a ser cotado assim como não depende apenas do Chefe do Executivo uma candidatura.
Dorival Roriz estava sendo preparado por Brito Miranda para suceder Marcelo Miranda. Não sem razão: Dorival quando foi a óbito numa complicação pós cirurgia bariátrica em 2009 tinha elevado a arrecadação tributária (em cinco anos) em 49% (só no ICMS foram 39%). E era, como Sandro Henrique, um dos conselheiros mais ouvidos pelo governador.
A comparação com Sandro Henrique é inevitável: o Secretário assumiu a pasta herdando uma arrecadação tributária (de 2017) de R$ 3,339 bilhões. Fechou 2020 com R$ 4,496 bilhões. Um crescimento em três anos de 24,3%. Praticamente a mesma aceleração de Dorival.
Adicionando a arrecadação de janeiro a setembro de 2021, projeta-se uma arrecadação superior até dezembro. De janeiro a setembro, a arrecadação tributária do Estado ficou em R$ 3, 686 bilhões, faltando um trimestre de arrecadação. A situação do Estado, de folga financeira em meio à crise, deve-se, em larga medida, a esse desempenho.
O ICMS é o grande pote de ouro: de janeiro a setembro o governo arrecadou R$ 2,924 bilhões. Nos primeiros 14 dias de outubro, a arrecadação de ICMS já alcançava R$ 263 milhões. Ou seja, 78,24% da meta estipulada par ao mês da ordem de R$ 336 milhões.
O problema é que uma candidatura não depende apenas da competência técnica. Mas dos arranjos políticos. E estes só o correr dos dias dirá.


