Os servidores públicos inquietos: os salários ainda não teriam sido creditados em suas contas. Não há, evidentemente, quem não se contenha a amplificar a informação para catalisar, no não crédito, outros equívocos governamentais.
E qual o busílis: o compromisso do governo de pagar todo dia primeiro do mês. A não disponibilização dos vencimentos ontem representaria uma quebra dessa promessa e, portanto, o governo teria começado mal o ano.
Intuo que, ainda que dia 2 não seja, matematicamente o mesmo que dia 1, a equação seria o típico caso em que se poderia objetar sobre a imutabilidade (o 2 não vira 1, ou vice-versa) em desfavor das variáveis.
Os bancos, como é notório, não funcionam no primeiro dia do ano. Assim como o poder público (municipal e estadual) tenham decretado, como o fazem historicamente, ponto facultativo nos feriados de final de ano.
Ora, LA, o governo poderia ter programado o crédito. O problema é que o sistema do banco creditaria. O mesmo se dá com os aposentados do governo federal (INSS) onde o banco creditam no sistema d+2. Equação também não elimina o fato de que o pagamento é programado para o primeiro dia útil do mês, o que equivaleria, por força do feriado, também no dia 2 de janeiro.
Como o governo recebeu o crédito do FPE na segunda, 30, no valor de R$116 milhões, deve efetuar o crédito nesta quinta, 2, como apurou o blog com sindicalistas que cobraram o pagamento ao governo junto a secretários responsáveis pela ordem bancária.


