O suplente de deputado estadual Junior Brasão tomou posse ontem no cargo na licença do deputado Moisemar Marinho.
São as regras democráticas. Na Câmara, eventualmente, assume o suplente do PSB, Epitácio Brandão Filho (Picó).
Operou-se a alteração, acaso ou destino, no dia em que o governo federal anunciou o encaminhamento de uma PEC que trata da atuação política dos policiais.
A discussão, na verdade, há anos é travada no Congresso. E encontra, por aqui, exemplo nesta troca no Legislativo estadual.
Moisemar Marinho é policial civil e Junior Brasão policial militar. O problema surge quando não conseguem renovar seus mandatos e são mandados de volta para as polícias.
E aí não se terá mais um policial, mas um político dentro da polícia que deve ser uma polícia de Estado e não de governos sustentados por agremiações partidárias, necessárias para que o policial possa disputar eleições.
Subsiste, também, a questão corporativa. Por força do princípio da disciplina, os policiais termina representando poliicias. Quando foram eleitos por policiais e não policiais.
Caso muito concreto com a chiadeira dentro da Polícia Civil pela entrega de Moisemar do mandato a um policial militar. Ambas as categorias com suas reivindicações sindicais específicas.


