Sábado, 4 de Abr de 2026

Rueda e Ciro agravam problemas da já conflagrada chapa governista. É a confissão indiscutível de que grupo de Dorinha seria comandado por interventores na política regional. E isto tem seu custo no bolso do eleitor!!

04/04/2026 166 visualizações

Os estragos criados pela estratégia de Wanderlei Barbosa no seu próprio grupo vão se multiplicando como ratos de porão.

O vídeo de Antônio Rueda (presidente nacional do UB) e Ciro Nogueira (presidente nacional do PP) garantindo a candidatura de Carlos Gaguim (UB) ao Senado é inclassificável.

Extrapola os limites da decência política e partidária regional, o intervencionismo caricatural.

E estabelece Wanderlei como adversário pela escolha de Eli.

Mutatis mutandis, por lógica, transforma o governador em adversário de sua candidata ao governo, que é do UB/PP (Federação).

Por outro lado, ou Gaguim não teria confiança na força política de Dorinha ou desconfiaria da intenção de Wanderlei que o fizesse necessitar de ações externas e extremas como a imposição nacional.

Como é óbvio, estas coisas não são feitas sem combinação, assim, do nada, num fiat lux.

E que, politicamente, não comportaria dúvida alguma: Wanderlei quer uma das vagas  de senador para o Republicanos. E é o UB que tem dois nomes na chapa: Dorinha e Gaguim.

E só tem duas vagas em disputa. A disputa agora diz muito do equivoco estratégico. Wanderlei poderia desde antes impor aquilo que tenta forçar agora. Ou negociar posições.

Mas preferiu o "sambalilove" das redes sociais, confundindo aprovação popular com força política. Poderia passar os olhos sobre a história de Janio Quadros.

Defender que a situação é apenas um confronto democrático de idéias é um eufemismo barato. É um cabo de guerra mesmo. 

O problema é a hora e a forma que levou muitos aliados a buscarem lugar que considerava mais seguro.

E aí a sangria palaciana. Não há tergiversação que o encubra.

E remete a deduções subsequentes e consequentes:

1º - A chapa de Dorinha Seabra (com UB/PP/PL) não seria construída pelas forças políticas estaduais e nem os contemplaria na representação política  e eleitoral.

2º - O grupo detentor da força política desautorizaria publicamente o governador Wanderlei Barbosa na sua pretensão extemporânea (e sem debate algum) de candidatura de Eli Borges ao Senado.

3º - O Republicanos – cujo presidente regional é o governador – estaria fora da majoritária.

4º - E pode piorar: os formuladores políticos do grupo, não é implausível, podem tentar defender este paradoxo como instrumento de análise para a linguagem e meio de síntese para os acontecimentos.

A razão seria outra coisa.

O Estado sendo comandado por dois “zé ruelas” - um piauiense e outro pernambucano - investigados em dezenas de desvios de recursos públicos e denúncia de envolvimento com o PCC.

No último, enfiaram o pé na jaca com o Banco Master e Daniel Vorcaro.

Com o eleitor do Estado, espera-se que passe pelo menos um pouco de "cuspe".

Ah! A irmã do Rueda é a suplente anunciada de Carlos Gaguim.

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