O governador Wanderlei Barbosa prometeu esta semana aos donos de frigoríficos estudos para isenção de ICMS e ajustes ambientais.
O Secretário de Fazenda – conforme os portais – teria dito que o Estado tem interesse em avançar nas pautas. Sempre se avança até nos retrocessos.
No popular: os empresários querem mais redução de impostos e extinguir o Fundo Estadual de Transporte.
Como é público, a arrecadação de ICMS no Estado está em queda e despesas seguem em alta. Muito claro na execução orçamentária do governo.
Os frigoríficos pagam zero de impostos na exportação e 1% na circulação interna.
O FET é de 1,2% (do transportado) e destina-se a reparar rodovias que os caminhões da produção explodem com o peso sem fiscalização nas estradas.
Veja que não defendem concessioná-las porque teria que pagar pedágio.
O FET é conectado legalmente à renúncia. A empresa beneficiada com a isenção de imposto é obrigada a recolher o FET.
Faz parte do Termo. Os empresários querem os termos da renúncia, mas não o termo do fundo.
A indústria de transformação (onde estão os frigoríficos) teve no ano passado R$ 1,2 bilhão de renúncia fiscal. Quase metade dos R$ 2,5 bilhões de renúncias que o governo concedeu em 2025.
De 2023 a 2025, o governo deixou de arrecadar com as renúncias fiscais o equivalente a R$ 6.311.784.519,59. Em três anos.
Com essa carga tributária, os frigoríficos exportaram em 2025 a soma de R$ 3,3 bilhões (cotação do dólar deste sábado). Ou: 44,90% a mais do que em 2024.
No primeiro bimestre de 2026 (janeiro/fevereiro) exportaram R$ 477,3 milhões. Mais que os R$ 227 milhões da soja.
Enquanto isto, lá no açougue, o cidadão paga uma alíquota de 12% na carne do osso que compra para o almoço.


