Sábado, 4 de Abr de 2026

Governo concedeu renúncia fiscal de R$ 2,5 bilhões no ano passado e frigoríficos que exportaram R$ 3,3 bi com imposto de 1% querem mais: acabar com o fundo que repara rodovias!! E Palácio parece apoiar!

04/04/2026 93 visualizações

O governador Wanderlei Barbosa prometeu esta semana aos donos de frigoríficos estudos para isenção de ICMS e ajustes ambientais.

O Secretário de Fazenda – conforme os portais – teria dito que o Estado tem interesse em avançar nas pautas. Sempre se avança até nos retrocessos.

No popular: os empresários querem mais redução de impostos e extinguir o Fundo Estadual de Transporte.

Como é público, a arrecadação de ICMS no Estado está em queda e despesas seguem em alta. Muito claro na execução orçamentária do governo.

Os frigoríficos pagam zero de impostos na exportação e 1% na circulação interna.

O FET é de 1,2% (do transportado) e destina-se a reparar rodovias que os caminhões da produção explodem com o peso sem fiscalização nas estradas.

Veja que não defendem concessioná-las porque teria que pagar pedágio.

O FET é conectado legalmente à renúncia. A empresa beneficiada com a isenção de imposto é obrigada a recolher o FET.

Faz parte do Termo. Os empresários querem os termos da renúncia,  mas não o termo do fundo.

A indústria de transformação (onde estão os frigoríficos) teve no ano passado R$ 1,2 bilhão de renúncia fiscal. Quase metade dos R$ 2,5 bilhões de renúncias que o governo concedeu em 2025.

De 2023 a 2025, o governo deixou de arrecadar com as renúncias fiscais o equivalente a R$ 6.311.784.519,59. Em três anos.

Com essa carga tributária, os frigoríficos exportaram em 2025 a soma de R$ 3,3 bilhões (cotação do dólar deste sábado). Ou: 44,90% a mais do que em 2024.

No primeiro bimestre de 2026 (janeiro/fevereiro) exportaram R$ 477,3 milhões. Mais que os R$ 227 milhões da soja.

Enquanto isto, lá no açougue, o cidadão paga uma alíquota de  12% na carne do osso que compra para o almoço.

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