Pode ser firmado nesta sexta um acordo que afaste a paralisação dos motoristas de transporte coletivo da Capital a partir da próxima segunda-feira.
Como apurou o blog, acontece às 10 horas uma reunião entre Prefeitura, Ministério do Trabalho, Sindicato das Empresas de Transporte Urbano e Sindicato dos Motoristas para discutir propostas que evite a greve que atingirá a cidade de 306 mil moradores.
Os motoristas reivindicam reajuste de 10,22% para cobrir as perdas inflacionárias, os empresários cobram elevação de 79% nas tarifas e a prefeitura acena com subsídio para compensar as perdas sem aumento de tarifa. O Conselho Municipal aprovou a decisão da prefeita de não conceder o reajuste aos empresários, autorizando a concessão do subsídio.
Os empresários reivindicaram em abril subsídios de R$ 1,3 milhões mensais para não elevar a tarifa, rechaçado pela ARP e TCE. Agora, a prefeitura acena com algo em torno de R$ 200 mil por mês.
Na reivindicação do aumento da tarifa, os empresários apresentaram à prefeitura grandes prejuízos com a pandemia em função do reajuste do combustíveis, insumos, pneus e a redução do número de usuários pelas restrições sanitárias.
A Expresso Miracema (que detém 75% da frota) cobra um déficit de R$ 3,1 milhões de março a outubro. Nos documentos demonstrado, a ARP encontrou um superávit financeiro de R$ 1,2 milhões.
A empresa Expresso Miracema apresentou uma despesa no período de R$ 18,3 milhões e receitas de R$ 14.4 milhões. Nos documentos entregues à ARP, entretanto, as despesas somam apenas R$ 13,2 milhões para igual valor das receitas.
Já a Viação Capital diz que teve receitas de R$ 3,6 milhões e despesas de R$ 5,1 milhões, um déficit de R$ 1,5 milhões. Só que nos documentos apresentados à ARP as despesas foram de R$ 2,3 milhões e as receitas de R$ 3,8 milhões. Um resultado financeiro, na verdade, positivo de R$ 1,5 milhões. Apenas a Palmas teria registrado um prejuízo de R$ 297 mil (pela ARP), muito embora ela reclame déficit de R$ 1,059 milhão.


