Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Repasses do governo Lula ao Executivo estadual cairam em 2023 enquanto aumentaram os recursos diretamente aos municípios. Mas Palácio sugere êxito na aliança Republicanos/PT!! Obviamente que a relação transfere o poder aos prefeitos e parlamentares!!

23/12/2023 543 visualizações

A demonstração pública de aliança do governo Wanderlei Barbosa com o governo federal pode não ser ilustrada pelo volume de recursos da União ao Estado em 2023 como se amparou o Palácio na quinta.

O governo federal elevou sim os recursos constitucionais e as transferências legais e voluntárias. Mas reduziu a parcela voluntárias dos Estados em favor dos municípios. Ou seja, diminuiu a participação do governo nas transferências em relação a 2022.

Dados da Controladoria Geral da União (transferências constitucionais e royaties atualizados até outubro e legais e voluntárias até 20 de dezembro) registram que o Estado teve em 2023 o montante de R$ 9,028 bilhões de transferências.

Foram R$ 6,989 bilhões (77%) de transferências constitucionais e royalties e R$ 2,040 bilhões (23%) de legais e voluntárias.

Destes aí, entretanto, R$ 4,343 bilhões (62,14%) foram para o Estado e R$ 2,645 bilhões (37,86%) para os municípios.

Já em 2022, o Estado teve R$ 10,52 bilhões. Destes, R$ 8,931 bilhões (transferências constitucionais e royalties) – 85% - e R$ R$ 1,534 bilhões (15%) de transferências voluntárias e legais.

Para o governo foram R$ 5,700 bilhões (64%) e para os municípios R$ 3,270 bilhões (36%).

Isto índica que, até esta data, o Estado recebeu menos recursos do governo federal do que em 2022. Na mesma proporção em que os municípios receberam relativamente mais do que o governo que, na verdade caiu na participação.

Enquanto os municípios saiam de um percentual de 36% (2022) para 37,86% dos repasses em 2023, o governo tinha reduzido sua participação no bolo de 64% (2022) para 62,14% (2023).

De outro modo, o resultado da aliança palaciana e dos parlamentares republicanos com o PT tem dado mais gogó entre Wanderlei, Alexandre Padilha e Lula, do que dinheiro.

No balanço do exercício esses números podem sofrer alteração que justifique o ânimo político do Palácio. Mas hoje, ainda não!! Afirmá-lo, só com bola de cristal.

Compartilhar

Deixe seu comentário

Mais em Ponto Cartesiano