A alegada falta de recursos do poder público para quitar compromissos (especialmente dos demais poderes) não encontra correspondência nos números. O governo tem arrecadado acima do que orçou (no 1º bimestre calibrou a previsão de receitas em 8%), arrecadação em alta e transferências recuperando o desempenho do ano passado.
Se no Executivo as despesas miúdas (e salários) estão em dias, em outros poderes não se pode dizer o mesmo. As dívidas também não tem consonância com os recursos que lhes são repassados pelo Executivo.
O governo realizou até hoje (https://www.transparencia.to.gov.br/#!receitas) um índice de 34,2% das receitas correntes previstas para o ano (menos de cinco meses). No entanto, no mesmo período, repassou de duodécimos aos demais poderes, como ao Legislativo, 56% do valor previsto para o exercício. Repito: em menos de cinco meses mais do que o previsto para o semestre.
O índice de transferência para a Assembléia é superior ao destinado, no mesmo período, para o Tribunal de Justiça. O poder Judiciário teve de duodécimo de janeiro a maio 29% do previsto para o ano. Já a PGJ recebeu 35% do orçamento, Tribunal de Contas teve repasses de 30% e a Defensoria 34% do previsto.


