Um dos maiores problemas que o governo tem enfrentado é o atendimento na saúde pública. Inadimplência, falta de medicamentos e leitores, uma lista.
As receitas e despesas do Estado, entretanto, concorrem para que o gargalo não seja financeiro. Mas de gestão e política.
O Executivo publicou ontem o comparativo de receitas e despesas de janeiro a setembro deste ano.
O documento é da Superintendência Geral de Contabilidade e é assinado pelo secretário da Fazenda, Donizethi Silva, e pelo governador Wanderlei Barbosa.
O relatório informa que o governo arrecadou de receitas brutas este ano até setembro a soma de R$ 20 bilhões.
Para o exercício, a previsão já havia sido elevada de R$ 24,2 bilhões para R$ 27,06 bilhões de receita bruta.
Tem-se aí, uma projeção de mais R$ 3 bilhões para outubro a dezembro.
Só as receitas correntes realizadas elevavam-se a R$ 16,8 bilhões até setembro.
De outro lado, o governo havia (até setembro) feito o total de R$ 16,2 bilhões de despesas de uma previsão anual corrigida de R$ 19,5 bilhões para R$ 22,6 bilhões.
Ora, a diferença entre a projeção da receita bruta com as despesas (Rec/27,05 bi-Dep/ R$ 22,6bi) projetaria superávit e não déficit.
Relação que se confirmava na execução orçamentária de janeiro a setembro, como publicado ontem.
Os tostões, como é nítido, assim, não fundamentariam justificativas de falta de recurso para cumprimento de compromissos.
Especialmente na rede de saúde pública.
É preciso, tudo indica, um tutorial para vencer esse labirinto.


