Terça-feira, 27 de Out de 2026

Relatório publicado pelo governo ontem não daria suporte a justificativas do Executivo para o atendimento que entrega na saúde à população. Faltariam mais vergonha e gestão que dinheiro para receitas de R$ 20 bi até setembro

27/10/2026 120 visualizações

Um dos maiores problemas que o governo tem enfrentado é o atendimento na saúde pública. Inadimplência, falta de medicamentos e leitores, uma lista.

As receitas e despesas do Estado, entretanto, concorrem para que o gargalo não seja financeiro. Mas de gestão e política.

O Executivo publicou ontem o comparativo de receitas e despesas de janeiro a setembro deste ano. 

O documento é da Superintendência Geral de Contabilidade e é assinado pelo secretário da Fazenda, Donizethi Silva, e pelo governador Wanderlei Barbosa.

O relatório informa que o governo arrecadou de receitas brutas este ano até setembro a soma de R$ 20 bilhões.

Para o exercício, a previsão já havia sido elevada de R$ 24,2 bilhões para R$ 27,06 bilhões de receita bruta.

Tem-se aí, uma projeção de  mais R$ 3 bilhões para outubro a dezembro.

Só as receitas correntes realizadas elevavam-se a R$ 16,8 bilhões até setembro.

De outro lado, o governo havia (até setembro) feito o total de R$ 16,2 bilhões de despesas de uma previsão anual corrigida de R$ 19,5 bilhões para R$ 22,6 bilhões.

Ora, a diferença entre a projeção da receita bruta com as despesas (Rec/27,05 bi-Dep/ R$ 22,6bi) projetaria superávit e não déficit.

Relação que se confirmava na execução orçamentária de janeiro a setembro, como publicado ontem.

Os tostões, como é nítido,  assim, não fundamentariam justificativas de falta de recurso para cumprimento de compromissos.

Especialmente na rede de saúde pública.

É preciso, tudo indica, um tutorial para vencer esse labirinto.

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