Os dados publicados pela Secretaria do Tesouro Nacional (RREO Estados/DF) – na última segunda-feira, 21 de fevereiro – certificam o desempenho positivo do governo estadual no equilíbrio fiscal das contas públicas no ano de 2021.
O governador Wanderlei Barbosa é responsável por um quarto do período. O resultado do trimestre que administrou diretamente, salvo ligeira variação (sem maiores comprometimentos) aponta para a ocorrência de mais acertos que equívocos administrativos e políticos. Apesar de ter recebido o governo em meio a um furacão, sem qualquer prazo para adequações e a possibilidade concreta de perdas tanto institucionais quanto econômicas.
De acordo com a STN, o governo de Wanderlei Barbosa fechou 2021 com uma poupança de 15,34% da receita corrente líquida. É maior do que a poupança de 2020, da ordem de 12% da RCL. O percentual é indicador da autonomia para realizar investimentos com recursos próprios.
O governo também apresentou em 2021 um resultado orçamentário (receitas realizadas menos despesas empenhadas em relação à RCL) maior do que 2020. Foram R$ 570 milhões no ano passado contra R$ 310 milhões em 2020.
Sob Wanderlei, apesar dos gastos adicionais do final do ano, o governo fechou 2021 (todos os poderes) consumindo 57,6% da RCL com servidores (contra 62%/2020). Aumentou as despesas de custeio (24%/2020 – 25,4%/2021) mas elevou investimentos (de 5% para 7%) e reduziu despesas com a dívida (de 7% para 5,5%) em relação às receitas totais.
O dado negativo é que aumentou a sua dependência de recursos da União. No ano passado, o governo teve de recursos próprios 51,2% das receitas e outros 48,8% de transferências federais. Em 2020, essa relação era de 66% de recursos próprios e apenas 34% de receitas da União.


