O governo Wanderlei Barbosa publicou ontem o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) do 3° bimestre (janeiro/junho/24).
Os números confirmam as previsões do blog. E colocam nas mãos de Wanderlei um problema que todo governador gostaria de ter:
Administrar a voracidade política dos gastos por prefeitos e deputados sobre o desempenho e eleger as prioridades para a aplicação.
O governo fechou junho com uma Receita Corrente Líquida (últimos 12 meses) de R$ 13,898 bilhões (acima da previsão de R$ 11,597 bilhões). E R$ 1,325 bilhões superior aos R$ 12,513 bilhões de janeiro a junho de 2023.
Se consideramos a RCL do 1º semestre de 2021 (ano em que Wanderlei assumiu o governo em outubro), a diferença é maior ainda.
No governo Carlesse, no período, a RCL foi de R$ 9,499 bilhões. Em três anos, Wanderlei elevou a RCL em R$ 4,9 bilhões (46,3%) contra uma inflação de 17,22% (jul/21 a jun/24).
Tomando só as receitas correntes, o desempenho tem a mesma aceleração. O governo realizou de RC de janeiro a junho/24 a soma de R$ 7,485 bilhões.
Nos três bimestres de 2023 foram R$ 6,396 bilhões. E no mesmo período com Carlesse (21) de R$ 4,944 bilhões. Em três anos, R$ 2,5 bilhões (51%) a mais. Com inflação de 17,22%.
Há outros recortes: Wanderlei recebeu de Mauro Carlesse passivos patrimoniais (1° semestre/21) de R$ 1,046 bilhões. Registrou ontem um passivo de apenas R$ 148,848 milhões. Eliminou em 32 meses um papagaio de R$ 898 milhões.
E ainda suplementou os órgãos e poderes, só no primeiro semestre de 2024, com R$ 1,09 bilhão (do superávit financeiro). Acima do orçamento previsto.
Wanderlei, como se nota, tem direito a tirar um dia em seu rancho em Campo Alegre.


