O governo não trabalha com a hipótese, neste primeiro momento da reforma previdenciária dos servidores, de aumentar a contribuição patronal para o Igeprev.
Conforme apurou o blog nesta segunda, a tática faria parte da estratégia para aprovar a reforma no Legislativo. A meta do Palácio é esgotar essa primeira fase até a próxima segunda-feira, dia 10 de abril
Só após vencida essa fase, o Palácio iniciaria a discussão sobre a forma de custeio “para além das contribuições do servidor e patronal”, nas palavras de um técnico do governo envolvido no projeto.
O presidente do Sisepe, Eliseu Oliveira, disse ao blog na semana passada que os servidores defendiam o reajuste de 20,20% para 28%, da contribuição patronal, como permitido pela EC 103. E que não aceitavam a sinalização do Palácio de elevar para apenas 24%.
O governo repassou no ano passado ao Igeprev, de contribuição patronal, o total de R$ 819 milhões (sem a antecipação de negociação de parcelas de contribuições atrasadas).
Se elevar a contribuição patronal de 20,20% a 28% (7,6 pontos percentuais) o gasto aumentaria em 37%. Ou seja: cerca de R$ 300 milhões a mais por ano.


