O Palácio Araguaia pode iniciar um novo ciclo daqui a pouco mais de um mês em situação completamente diversa de 2019. E isto se deve creditar à busca de equilíbrio fiscal intensificada pelo governo Wanderlei Barbosa. São medidas que superam, em muito, os equívocos pontuais da administração.
O balanço do quinto bimestre publicado ontem joga luz nos desgovernos anteriores quando aventou-se até mesmo parcelamento de salários (e já em outubro não se tinha nem orçamento nem financeiro para despesas de pessoal) quando nesta quinta o governo Wanderlei os antecipa em duas semanas dada a possibilidade dos vencimentos serem quitados até o 10º dia do mês subsequente. E governos administram, regra geral, receitas que ainda não entraram (fechamento da arrecadação é no início de cada mês).
Pois bem. No comparativo de receita/despesa autorizada/realizada (publicado no DO de ontem) o governo registrou até outubro receitas totais de R$ 16,2 bilhões. A previsão inicial (somando o superávit/21 e a LOA) era de R$ 13,9 bilhões que foi calibrada para R$ 15,2 bilhões.
Ou seja, a dois meses (outubro) do encerramento do ano, já se acumulavam algo próximo de R$ 3 bilhões a mais do que o previsto em janeiro deste ano. Não à toa, as receitas correntes (fonte 0500) já apresentavam um excesso de arrecadação de R$ 1,868 bilhões faltando dois meses para o final do ano.
Por outro lado, o desempenho das despesas demonstrava equilíbrio. No início do ano, a previsão de gastos era de R$ 11,4 bilhões, calibrada para R$ 13,981 bilhões. Até outubro, os gastos realizados (pagos e a pagar) situavam-se em R$ 11 bilhões.
Não vai ser fácil fazer oposição a isto aí nos próximos quatro anos.


