A redução do ICMS nos combustíveis já começa a implicar nas receitas estaduais. A Fazenda havia arrecadado de 1º a 18 de julho (ontem) o equivalente a R$ 295 milhões do ICMS. Destes, R$ 91,962 milhões oriundos dos combustíveis. Ou seja, representaria o imposto nos combustíveis 31,1% de todo o ICMS.
Isto aí, grosso modo, indicaria que no mês de julho a Fazenda teria arrecadado, em 18 dias, uma média de R$ 5,05 milhões a cada 24 horas no ICMS sobre a circulação da gasolina e do díesel.
Comparando a receita do ICMS dos combustíveis, por exemplo, com os primeiros 24 dias do mês de junho de 2022, da ordem de R$ 138 milhões (para arrecadação total de R$ 374 milhões naquele período), tem-se uma média diária (naqueles 24 dias de junho) de R$ 5,750 milhões. O ICMS dos combustíveis seria o equivalente a 35% da arrecadação total do imposto.
Superficialmente (mas com razão empírica) tem-se, aí, que o governo teria perdido em julho (até ontem), após as medidas, algo próximo de R$ 43 milhões nos combustíveis. Uma queda de 13% no imposto nas bombas que pode explodir lá no final do ano, passadas as eleições.


