Sábado, 24 de Out de 2026

Receitas com viés de queda e despesas com salários sinalizando subida. Sem contabilizar reajustes, gastos de pessoal podem espocar boca do balão no ano eleitoral

28/04/2022 876 visualizações

Encerra-se no próximo sábado o primeiro quadrimestre do ano. E o comparativo de receita prevista com a realizada e as despesas indicam que, do ponto de vista fiscal, os números que a administração terá que publicar até 30 de maio podem sinalizar redução de desempenho.

Tomando como base as despesas de pessoal do trimestre publicadas no Diário Oficial de ontem, o Executivo pode fechar o quadrimestre gastando mais com salários que a projeção do crescimento da receita corrente líquida, influenciada pela queda na arrecadação de ICMS (congelamento) e nas alterações na carga tributária federal, relevantes nos repasses.

Ainda não contabilizado o incremento de despesas de pessoal proveniente da data-base, plano de cargos, promoções, progressões e indenizações autorizadas pelo governo, o Executivo gastou com salários em três meses R$ 1,744 bilhões de um total de R$ 6,601 bilhões (atualizados) previsto para o exercício.

Uma continha básica (sem os reajustes) leva a R$ 6,976 bilhões no final do ano (quatro trimestres). Ou seja, R$ 389 milhões a mais que os R$ 6,587 bilhões previstos na Lei Orçamentária que foi corrigida, como se nota, em R$ 14 milhões no primeiro trimestre. O governo tem, assim, conforme publicado, um saldo orçamentário para despesas de pessoal da ordem de R$ 4,837 bilhões. De outro modo: R$ 539 milhões mensais para salários e encargos nos próximos nove meses.

Isto quando a média no primeiro trimestre (sem os reajustes) ficou em R$ 581 milhões

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