O governo publicou o balanço do terceiro bimestre de 2020 e nele pode-se abstrair pelo menos duas conclusões: 1) as receitas estão em fase de volta à normalidade e 2) o governo aumentou sua dívida entre maio e junho.
O governo teve de receitas correntes em junho um total de R$ 958 milhões. Superior aos R$ 859 milhões (maio), R$ 755 milhões (abril) e R$ 901 milhões (março). Ou seja, registrou queda de março a abril e começou a recuperação em maio.
De janeiro a junho, entretanto, as receitas correntes somaram R$ 4,354 bilhões contra os R$ 5,182 bilhões do primeiro semestre do ano passado. Uma redução de R$ 828 milhões (15,9%) a menor. Ainda que os R$ 958 milhões arrecadados em junho/2020 tivessem sido maiores que os R$ 851 milhões de junho de 2019.
De maio a junho, entretanto, o governo aumentou sua dívida com fornecedores (passivos) de R$ R$ 415 milhões para R$ 518 milhões. A dívida com o Plan-saúde saltou de R$ 223 milhões (final de abril) para R$ 227 milhões (junho) e a dívida de contribuição patronal pulou no bimestre de R$ 1,045 bilhões para R$ 1,064 bilhões.
O governo conseguiu reduzir passivo com servidores (salários, remunerações e benefícios) de R$ 454 milhões (abril) para os atuais R$ 443 milhões. E mantido o passivo de R$ 40 milhões de contribuições descontadas dos servidores e não repassadas ao Igeprev.
Apesar disso, o balanço registra a abertura de créditos adicionais suplementares extraordinários por excesso de arrecadação de R$ 263 milhões.


