O governo tem até o dia 30 de setembro para publicar o balanço do segundo quadrimestre de 2021.
Cotejando os números do Portal das Transparências e o Relatório Resumido de Execução Orçamentária do terceiro bimestre, tudo indica que pode fechar melhor do que no 1º quadrimestre.
Levando em conta apenas a Receita Corrente Líquida do 1º semestre (R$ 9,4 bilhões/últimos doze meses) já se teria um indicador mais significativo que os R$ 8,1 bilhões (1° quadrimestre/maio/2020 a abril/2021).
Como o gasto com pessoal (bruto) – setembro/2020 a agosto/2021 – deve situar-se na faixa de R$ 5,4 bilhões a despesa líquida de salários pode fechar o 2° quadrimestre algo próximo de R$ 3,78 bilhões (70% das despesas bruta com as deduções do TCE).
Isto significa 40,2% da RCL com salários. Indicador que pode ser menor em função das receitas de julho/agosto, não consideradas no cálculo da RCL até junho (R$ 9,4 bilhões).
O índice que pode vir a se confirmar é 7,6% menor que os 43,51% conseguidos pelo governo no primeiro quadrimestre de 2021. E abaixo do limite de alerta que é de 44,10%.
Sem contar que o governo já tinha fechado o primeiro semestre de 2021 com um resultado primário positivo (superávit primário) de R$ 697 milhões (quando a meta era R$ 125 milhões positivos) e um resultado nominal positivo de R$ 601 milhões, quando havia projetado uma meta de R$ 416 milhões positivos.
Não é pouco, considerando que Mauro Carlesse pegou o governo consumindo 54,99% das receitas com pessoal (balanço dezembro/2017) - 58,22%/abril/2018 - e com um resultado nominal negativo de R$ 327 milhões e outros R$ 620 milhões negativos de meta do resultado primário.
Para quem entende de política fiscal, um desempenho considerável em pouco mais de três anos.


