O governo publicou ontem o comparativo de receitas e despesas previstas e realizadas de janeiro a novembro de 2023.
O Executivo tinha uma previsão inicial de receita bruta no ano de R$ 15,986 milhões (não confundir com a LOA).
Ele calibrou esta previsão para R$ 17,885 bilhões e conseguiu arrecadar de janeiro a novembro uma receita bruta de R$ 19,746 bilhões.
Já nas despesas, a previsão inicial era de R$ 12,883 bilhões, corrigiu para R$ 16,040 bilhões realizou no período despesas (empenhadas) de R$ 13,883 bilhões
Comparando com o período de janeiro/novembro de 2022, a diferença não é irrelevante. No ano passado, nos onze meses, o governo tinha uma previsão de receita bruta de R$ 13,982 bilhões que calibrou para R$ 16,293 bilhões. Encerrou o período arrecadando R$ 17,924 bilhões.
Já nas despesas, a previsão inicial era de R$ 11,453 bilhões, corrigidos para R$ 15,025 bilhões. De janeiro a novembro de 2022, entretanto, as despesas ficaram em R$ 12,552 bilhões.
Resultado: a receita bruta cresceu em um ano 6,22% e as despesas 10,6%. Obviamente uma diferença proveniente da correção pela inflação de 4,04% nos últimos doze meses aplicada nas despesas e não reajustada nas receitas.
Pelo contrário: as transferências federais caem desse a metade do ano e o Executivo foi obrigado a reduzir o ICMS.
O governo, no entanto,continuou gastando menos do que arrecada.


