A sensação de anticlímax já pode ser perceptível nos políticos do Estado. Naqueles que pensam com a cabeça de cima, claro.
Menos de 48 horas após Wanderlei Barbosa pedir votos a Jair Bolsonaro, a situação do candidato do PL piora a cada discurso desmentido do presidente contra a estabilidade das intenções de votos a seu adversário.
Em menos de quatro dias, a campanha de Bolsonaro foi desmascarada duas vezes: na negação de Jair Bolsonaro de que tivesse fotos com Roberto Jeferson (para afastar-se do tiroteio contra policiais federais) e na acusação de uma conspiração de rádios em favor de Lula. São apenas duas mentiras de milhares que se prega nas redes sociais.
As rádios emitiram notas oficiais ontem de que não veicularam algumas mensagens porque o PL de Jair não as encaminhou. E dizem que tem provas disso.
Alheio aos fatos, Bolsonaro disse ontem que irá às últimas consequências. Ou seja: não irá para casa como faz todo perdedor nas democracias. A três dias das eleições, que se note.
A batalha, anuncia, será contra o TSE e o STF que, pelo Código Eleitoral, não são obrigados a conferir veiculações de campanha. E sim os partidos.
E o que o Estado tem com isto? A partir de fevereiro do próximo ano, a unanimidade da bancada congressista tocantinense (oito deputados federais e três senadores) assim como o governador são hoje aliados do presidente que pode ir para casa.
Das receitas do Estado, cerca de 60% dependem de transferências constitucionais ou voluntárias da União!!
Lula já disse que, se eleito, vai governar para todo mundo. É o correto. O problema é que a vontade política tem seus meandros.
Assim como imprudência política tem consequências.


