A reação do presidente da Câmara de Palmas, Marilon Barbosa (Republicanos), ontem, ao que ele apontou como fake-news, de um encontro casual com o vice-prefeito Carlos Veloso, foi tão exagerada que, politicamente, sugeriu fragilidades e não solidez da relação com o prefeito Eduardo Siqueira (Podemos).
No popular: um desconfiaria do outro a tal ponto que a disseminação de uma reunião em local público –com diversas variantes de interpretação - pudesse despertar reação institucional contra a possibilidade das partes aliadas fazerem juízo de conspiração entre si. E que, como público, não seria mais uma conspirata.
Não haveria convergência lógica, é fato, no chefe do Legislativo municipal (que é do Republicanos) e mais quatro vereadores (PL/UB/PSDB/PRD) deixarem uma reunião com o Chefe do Executivo municipal e firmarem, logo após, entendimentos com o vice-prefeito Carlos Veloso (Agir) – adversário de Eduardo – em restaurante na Capital.
Mas como teriam aceitado registrar o encontro, submeteram-se à imagem sujeita a interpretações diversas. Até mesmo desvirtuadas, como parece ser o caso.
Divulgação que – na forma/pedida por Veloso - e conteúdo - só interessaria a Veloso. E aí Marilon estaria atirando no alvo errado.
Mesmo que se pudesse, com o encontro, avaliar que poderia Marilon mostrar a Eduardo que a moeda tem duas faces, devolvendo ao vereador o interesse mediato pela “coisa”.
E aí, o encontro teria sua serventia. Flagrado logo após a reunião com o prefeito, o regabofe no restaurante não só resenhou o encontro com Eduardo para avaliações e decisões. Mas recebeu um aperitivo para outro impulso: a dúvida.
No popular, movem ambos, Eduardo e Marilon, vários outros interesses, não só institucionalidades. Interesses imediatos.
É uma relação que tem prazo de dois anos. Eduardo é candidato à reeleição e Marilon tem na bica Wanderlei Barbosa e Leo Barbosa.
Veloso tem Pastor Amarildo, o deputado Filipe Martins e a igreja.
Leo Barbosa teve metade dos votos da ex-prefeita Cínthia Ribeiro (PSDB) na capital. E mil votos a menos que Junior Geo.
Janad Valcari recebeu seis mil votos a mais do que Cínthia e três mil votos a mais que Filipe Martins. Mas é pouco provável que deixe a Câmara dos Deputados e o foro privilegiado.
Sobra a Marilon, portanto, Wanderlei Barbosa, que não se dá com Dorinha Seabra que apoia Eduardo Siqueira.
Mas apesar disso aí, Marilon reage a uma fake-news como se tivesse-lhe retirado o chão.


