Retirando do contexto as farpas políticas, governo e prefeitura de Palmas dão demonstrações, agora, não só de preocupação, mas de terem compreendido que não há outra prioridade nas circunstâncias do Covid-19 na Capital e no Estado.
Ambos, a seu modo, tomaram iniciativas desde o início que se mostraram paliativas como comprovam a escassez de leitos e o elevado número de casos e óbitos, combinado com a deficiência na conscientização da população pelo uso de máscara e distanciamento social.
Para se ter uma idéia: enquanto ontem os hospitais privados e públicos encontravam-se praticamente sem UTIs Covid, o isolamento social no Estado era menor que o de anteontem: 29,2%. O menor do país. E ainda se percebe resistência a medidas restritivas que são tratadas de forma mais política do que técnica.
Passada da intenção ao gesto, as iniciativas (tanto do governo quanto da prefeitura) de contratarem novos leitos e a estratégia governamental de traçar um plano junto com prefeituras esta semana deixa para trás acusações de parte a parte acerca de competências ou de recursos.
E, por outro lado, reforça a tese de que as deficiências na administração do Covid-19 não se deram por inexistência de orçamento financeiro. Afinal, grana não cai nos cofres da noite para o dia.
Ah, LA, mas não tinha demanda. Sim. Mas a demanda era questão de tempo como qualquer planejamento em saúde identificaria, obrigando à contratação antes da necessidade, dado o prazo necessário (e o mercado) para fazê-lo quando a mórte não espera licitação para dar as caras. É o típico caso em que não pecar por excesso pode virar omissão.
Ademais, como este blog tem ressaltado, na contramão das informações oficiais até aqui de que a União não tivesse repassado recursos mais que suficientes para a tarefa.


