Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Reação da bancada bolsonarista na Assembléia contra o fim da ensino militar nas escolas públicas estaduais é sintomática e burra: educação pública no país é civil e no Estado as escolas militares são apenas 0,6% de todas as escolas públicas!!!

13/07/2023 367 visualizações

Jair Bolsonaro e seu modelo político e de governo segue célere para o confinamento da história e os deputados bolsonaristas do Estado decidiram roncar no recesso contra a decisão do governo federal (defendida até pelo comando militar) de dar à educação o tratamento correto: educação.

E que se note: isto se dá na semana em que a FAO informa ter a fome avançado no país nos últimos três anos, de 2020 a 2022 (governo Bolsonaro). Já são 70 milhões de pessoas sem ter o que comer.

No Tocantins, dos deputados defensores aguerridos da educação militar, seriam 280 mil pessoas que passariam fome, de acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar em outubro do ano passado!!!

Pode ser maior o número agora.  Isto entretanto não fez os 16 deputados de partidos ligados a Jair Bolsonaro na Assembléia Legislativa tirarem os pés do chão e interromperem suas férias semestrais. Daqui a pouco os onze que o apoiam no Congresso podem também esgrimir suas espadas justiceiras pela Educação.

E qual é a prioridade dos tais: tranquilizar a população de que nada ser alterado. Ora, Bolsonaro tentou, não só dar um golpe no pais, mas transformar uma educação civil em educação militar. Escrevi muito sobre isto. Combinado a disciplina que os militares tem, o caldo estava feito para a população acreditar que os militares educam melhor do que os civis. Ainda que forjados numa educação formal destinada a propósitos militares.

Uma educação da época da ditadura militar em que os militares ocuparam as escolas públicas civis. Os alunos eram obrigados a formar, sob sol escaldante, filas e ordem unida e cantar o hino nacional todos os dias antes de adentrar as salas de aula.

É o que ocorria com crianças que eram obrigadas no governo Bolsonaro a aprender a educação nos moldes militares. Usar fardas como militares, continência como militares e outras condutas que não tem nada de disciplina adequada a crianças que, como é notório, eram apenas crianças até com as condutas lúdicas que necessitam para aprimoramento de personalidade.

Numericamente, não faria o menor sentido tanto no Brasil como no Tocantins. No país, as escolas com este modelo representam apenas 0,1% dos estabelecimentos de ensino. No Tocantins, elas são apenas nove de cerca de 500 escolas estaduais. Ou seja, 1,85%. Se considerarmos no número de todas as escolas públicas do Estado (cerca de 1,4 mil), as de ensino militar não passariam de 0,6%!!!

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