Sexta-feira, 23 de Out de 2026

PT reage a exposição de divisões internas quando a própria busca de unir as várias correntes as realça!!! Deveria deixar vaidades "ideológicas" e ir atrás de votos!!

12/07/2021 544 visualizações

O PT segue sua guerra de movimentos. A corrente Democracia Socialista encaminhou a este blog ontem nota em que declara apoio ao ex-deputado Paulo Mourão.

O posicionamento da DS já tinha sido apontado em artigo no domingo quando também avaliei ser Mourão o candidato com maior musculatura política na legenda para disputar o governo. E com possibilidade de êxito.

A nota da DS (logo após o artigo) seria desnecessária (até porque circulada publicamente há uma semana) não fora a reação petista aos apontamentos de ontem, não à defesa de Paulo ou das adesões, mas à menção da divisão interna. Um raciocínio trocado na ordem de prioridades.

De outro modo: uma dezena de correntes ideológicas num mesmo partido, com projetos distintos, não sinalizaria pensamentos e plataformas políticas diferentes quando deveriam derivar de partidários de uma mesma causa. Pode-se até avaliar como exercício de democracia num partido onde vigora, paradoxalmente, o princípio do centralismo democrático.

Mais não bastasse, a própria busca da CNB (corrente de Lula, Mourão, Célio Moura e que tais) de atrair para a candidatura do ex-deputado as demais correntes, antes de refutar a divisão, expressamente a realça. Mesmo que se unam, a aliança somente se dará por que hoje separados ideologicamente. Não se une aquilo que unido já está.

A reação petista estadual não é uma novidade. Nos governos Lula e Dilma os petistas enxergavam em qualquer um que pensasse diferente um adversário ou inimigo.

Na Operação Lava-Jato este blog passou de adversário a aliado simplesmente porque um dos únicos a defenderem contra tudo e contra todos o direito de Lula a uma defesa decente. E apontando o viés explicitamente ideológico das decisões da Lava-Jato e de seus operadores que se ramificaram no próprio Estado.

Nem mesmo quando se apontava os paradoxos e contradições entre as ações  do ex-presidente em direção ao capitalismo e o marxismo-leninismo que inspirou a criação do partido. Mesmo paroxismo que se dá, agora, de afirmar unidade na divisão.

O PT tem que se unir e ir atrás é de votos. Para se ter uma idéia, em 2006 (última reeleição de Lula), o presidente teve no Tocantins 58% dos votos. O candidato do PT ao Senado apenas, 4,4%. A candidata do PFL saiu com 51%.

Na última eleição majoritária, o candidato do PT a presidente teve no Estado 41% dos votos e o candidato ao Senado do partido apenas 10,8%. Ou seja, o candidato a presidente não transfere votos tanto assim para os candidatos majoritários regionais.

Ainda assim, um contexto mais democrático do que o perseguido pelo atual chefe do Palácio do Planalto e suas milícias.

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