A escolha da ex-senadora Kátia Abreu para coordenar a campanha do presidente Lula no Estado era previsível. São amigos.
Kátia ontem foi apresentada oficialmente a todas as instâncias do PT. Disse ao blog que sentia-se honrada com a confiança que lhe depositara o presidente.
Lula sempre foi pragmático. Desde os sindicatos. A militância é que, durante anos, ficou nesse lenga-lenga de marxismo-leninismo de rodapé de página. Uma alienação anacrônica.
Nas eleições de 2022, por exemplo, a campanha de Lula foi coordenada por um professor até então sem expressão política estadual.
Kátia foi ministra de Dilma Roussef. No impeachment, foi mais petista que muito stalinista da legenda. Conquistou confiança e lealdade.
E no Estado escolheu um suplente de senador do PT (o então presidente regional Donizetti Nogueira).
Num mandato em que o deputado Irajá Abreu (filho) cedeu vaga na Câmara dos Deputados a outro petista: Milne Freitas. Hoje Kátia é conselheira do BNDES e dá palestras mundo afora.
Kátia é organizada e tem liderança na administração de processos e projetos. Não à toa foi, por mais de uma década, presidente de uma Confederação que reunia mais de cinco mil sindicatos e cinco milhões de estabelecimentos rurais no país. Setor responsável por 30% do PIB e dos empregos.
No Estado, a militância do PT é grande. E o partido tem 17 mil filiados. É o quarto em filiações. Obviamente que um filiado ao PT grita mais que muitos filiados de outro partido.




