Se pudesse resumir numa frase a decisão do PT de na quarta proclamar o empresário João Hélder Vilela pré-candidato do partido à prefeitura de Palmas, não titubearia: do ponto de vista eleitoral, nada que não factóide. Vilela está na Capital desde o começo.
Tentou, no início dos anos 90 (quando não fazia política) montar um posto de combustível em plena JK, a 500 m do Palácio Araguaia. Enfiou os tanques na terra, mas foi obrigado a desfazer a arapuca por óbvio:a não permissão do Plano Diretor.
Só mesmo o PT para reunir lideranças, oficializar um pré-candidato e anunciar o que denominou de tática eleitoral. Seria um caso único em que o combatente apresenta a seus inimigos e adversários, com antecedência de três meses, o que pretende fazer para ganhar as eleições.
Mas tem mais: o ex-deputado Paulo Mourão (que transferiu seu título para Palmas) está tentando viabilizar uma candidatura pelo PT. E tem conversado com Carlos Amastha e Kátia Abreu.
Milne Freitas (que comanda Vilela) assumiu vaga na Câmara dos Deputados (como suplente) por obra de ação política dos Abreu. Mourão, deputado, deu guarida a essa corrente do PT, acomodando inclusive o atual deputado federal Célio Moura.
Vilela, assim, tende a ser a ponta da espada de Mourão, Milne e Donizetti Nogueira (do mesmo grupo) contra o presidente Zé Roberto, cuja candidata foi derrotada por Vilela no PT metropolitano. Enquanto esquenta a vaga que, tudo indica, ou será preenchida por Mourão ou será loteada ao candidato que oferecer melhores condições.
E que se note: Zé Roberto publicamente defendia a candidatura de Paulo Mourão a senador em 2018, mas nos bastidores, aliados de Mourão ainda não processaram o que consideram jogo duplo do presidente regional do PT que, nos bastidores, teria apoiado outro candidato ao Senado.
De outro modo: o PT não está discutindo só a eleição municipal. E sim o comando regional do partido, hoje nas mãos do deputado Zé Roberto.


