Os próximos dias podem ser determinantes para o PSDB do Estado.
A ex-prefeita Cínthia Ribeiro (presidente regional do PSDB) pode travar uma candidatura competitiva do partido ao governo.
Deu a entender a esse blog que não apoiaria o deputado Vicentinho Jr na legenda e muito menos sua candidatura. O prazo para mudança de partido (janela partidária) ocorre em abril.
Uma eventual rejeição de Cínthia teria muito mais relação com divergência regionais (Vicentinho Jr tem o apoio do prefeito Eduardo que agora é considerado oponente à ex-prefeita) do que de matemática eleitoral.
Mas é esta última que os tucanos necessitam exercitar.
Aécio Neves (presidente nacional) e Marconi Perillo (candidato ao governo de Goiás) – que já conversaram com o parlamentar do PP - teriam argumentos nada desprezíveis para convencê-la do contrário.
Em nível federal, o PSDB luta para fugir da cláusula de barreira (fez apenas 13 deputados em 2022, o mínimo). O desafio é aumentar número de parlamentares.
O PP (de Vicentinho) teve em 2022 no Estado 89 mil e 619 votos para deputado federal. São votos garimpados pelo deputado, a maior liderança regional da legenda.
O PSDB/Cidadania apenas 20 mil e 354. E com Cínthia sendo prefeita do maior colégio eleitoral do Estado.
Dos 47 deputados federais eleitos pelo PP (de Vicentinho Jr), dois saíram do Tocantins. Nas eleições de 2024, elegeu 16 prefeitos.
E com os votos do deputado que Cínthia parece refutar. São votos que, em larga medida, iriam cair no PSDB.
O PSDB de Cínthia não fez qualquer deputado federal nas eleições de 2022. Apenas um estadual. Nas últimas três eleições municipais só perdeu ativos.
O principal deles: seu candidato à sucessão na Capital (o maior colégio eleitoral) parou no primeiro turno.
Elegeu três prefeitos em 2016 (Centenário, Pium e Ipueiras), caiu para dois em 2020 (Palmas e Pium) e manteve dois em 2024 (Lajeado e Novo Acordo).
Ideologicamente, o PSDB no Estado é de direita desde que FHC (ainda presidente) retirou o partido de Paulo Mourão e o entregou a Siqueira Campos.
Se usasse o cérebro, o PSDB abraçaria a campanha de Vicentinho. É uma oportunidade melhor do que ficar atrás de migalhas de Wanderlei, Dorinha ou Laurez cujo partido (PSD) corre o risco de não eleger um deputado federal e ainda perder um senador.
O partido acenava com Wanderlei/Amélio, despachou para o PSD com Laurez (que busca recolocar-se na sucessão) e não tem espaço com Dorinha. Vicentinho, assim, para a legenda, seria um manjar dos deuses.


