O prefeito Eduardo Siqueira iniciou o ano com dois problemas. Um decorrente do outro.
Na impossibilidade de impedir um vendaval na cidade, foi obrigado a decretar emergência para atender a calamidade.
Esse o problema oriundo da não aprovação pela Câmara Municipal do Orçamento deste ano: R$ 2,706 bilhões.
Sem orçamento, Executivo foi obrigado ao decreto emergencial para fazer dinheiro.
A PLOA está na Câmara desde novembro. Já aprovado nas comissões. O presidente, Marilon Barbosa, entretanto, posterga a pauta.
E, conforme vereadores da base do prefeito, ameaça modificar o já aprovado nas comissões: reduzir de 50% para 5% o limite de remanejamento.
Pela Lei Orgânica, o presidente do Legislativo poderia convocar sessões extraordinárias para votar o orçamento.
Puro movimento político com orçamento público. Sem a LOA (e a aprovação do PPA deste ano) a prefeitura é obrigada a trabalhar com 1/12 do orçamento anterior.
Marilon é do Republicanos que entabula aliança com Dorinha (UB) que também é apoiada por Eduardo Siqueira (Podemos).
O movimento contrário ao prefeito indica, por gravidade, que algo não iria bem na aliança propalada.
Caso contrário, fazer do orçamento para barganhar posições politicas nas circunstância em que se dá, seria não só um ato contra a cidade, maior colégio eleitoral do Estado.
Mas combate aos apoios que tem. Uma disputa intestina desagregando aliados possíveis antes da hora.
Vereadores consultados pelo blog neste domingo adiantaram que podem fazer um requerimento com o apoio de dois terços da Câmara para obrigar Marilon a colocar o orçamento em votação.
Desmoralizando a liderança do vereador irmão do governador Wanderlei Barbosa que, tudo indica, só conversará sobre o assunto em fevereiro.
Se manter a inércia, curtindo um solzinho de praia porque não é de ferro.


