É animador conhecer que o governo do Estado já teria 583 mil seringas e já ter concluído processo licitatório para a aquisição de outras 1,6 milhão de seringas. Matematicamente dariam para imunizar 1 milhão de pessoas nas duas doses da vacina de imunização do Covid-19. Dois terços da população não teriam problema com seringas, portanto.

Como seringa não imuniza, o problema, agora, é a vacina que o governo estadual aguarda providência do governo central. É uma posição meio lá, meio cá, mas ainda circunstancialmente defensável. O governo aparenta se mostrar prudente no respeito às competências da União para o plano nacional.

Caso funcione a inação do governo federal no trato da pandemia, assume, entretanto, sem providências, o risco de deixar a população à mercê das clínicas particulares que se organizam para aplicar vacinas a preços fora do alcance da absoluta maioria tocantinense que não tem plano de saúde e sobrevive abaixo da linha da pobreza.

Teríamos os ricos vacinando-se e os pobres apenas lambendo os beiços na indefinição do projeto nacional, com desdobramentos sociais imponderáveis. No Estado, mais de um milhão de pessoas foram beneficiadas com o Bolsa Família e o auxílio emergencial no ano passado. Tem-se aí campo e território da encrenca.

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