Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Protagonismo de Wanderlei na política nacional parece anestesiar oposição regional no Congresso. Em Portugal, governadores de São Paulo e Goiás aderiram à sua proposta na reforma tributária! E isto não é obra do acaso mas de substância!

27/06/2023 489 visualizações

O protagonismo do governador Wanderlei Barbosa no debate político-econômico do país tem desincentivado na sua oposição regional exercício tanto das faculdades positivas quanto privativas.

Ainda que o façam instintivamente, os fatos tem afastado de seus adversários a possibilidade de serem considerados cegos ou de estarem cegos. De estarem sem enxergar circunstancialmente (faculdade privativa momentânea) ou de não terem visão, serem definitivamente cegos (positiva). Isto a pouco mais de um ano das eleições municipais de 2024.

Daí a não reação (nem positiva ou negativa) transformar-se numa ação reativa mas que não refuta, em absoluto, a verdade colocada. E ai, é possível enxergar mais subtração que adição. Mas poderia ser em maior grau a perda caso decidissem pelo confronto dos fatos.

Exemplo: em Lisboa ontem Wanderlei Barbosa discutiu com os governadores de Goiás (Ronaldo Caiado) e de São Paulo (Tarcísio de Freitas) sobre o projeto de reforma tributária em tramitação no Congresso.

Caiado e Tarcísio concordaram com Wanderlei que o projeto precisa ser melhor discutido. Obviamente que discutir amiúde um projeto de tal grandeza é mais que obrigação, tornando a preocupação do governador do Estado (e de seus apoiadores) mera platitude.

O inusitado (e aí sim relevante do ponto de vista político) é o 24º PIB do país (R$ 56 bilhões) ser levado em conta (num projeto de reforma tributária) pelo governador do maior PIB nacional, São Paulo (R$ 2,3 trilhões) e 9º PIB do país, Goiás (R$ 224 bilhões). Num encontro fora do Brasil com a presença dos presidentes da Câmara e do Senado, ministros de Estado, do Supremo, TCU e governadores.

A possibilidade de dar mais prazo à discussão, como é lógico, intercepta a vontade política do governo federal de aprovar a reforma no seu calendário político e parlamentar. E partindo do governador do Estado que tem também o 24º número de eleitores do país (1,094 milhão/2022) - São Paulo tem 34,6 milhões de eleitores e Goiás 4,8 milhões - existiria uma potência ou força que o impulsionasse a ser ouvido.

Ou seja, apesar da obviedade da necessidade de uma discussão abrangente do projeto, não é uma decisão cômoda dar-lhe mais tempo para debate que exponha suas minudências num país com a maior carga tributária do planeta e que se pretende reduzir impostos.

Como apurou o blog nesta terça com auxiliares de Wanderlei Barbosa que o acompanha à Europa, o governador que garantir que o governo não perca receitas e se possível que o projeto incremente a arrecadação.

Para tanto, irá discutir com a bancada congressista e mobilizá-la para votar em favor dos interesses do Tocantins. O Palácio tem, a priori, a maioria dos votos dos deputados e senadores. Da bancada, apenas o senador Irajá Abreu tem se destacado como opositor ao governo.

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