Os agentes penitenciários, é notório, sofrem pressões diárias no sistema prisional. Muitos acabam em tratamentos psicológicos quando não psiquiátricos. E, não raro, são tratados pejorativamente como bate-grade.
Dai a proposta feita pelo governo de reajuste do plantão de R$ 197,16 brutos para R$ 282,16 apresentar-se como um alívio circunstancial.
Até porque a própria Secretaria da Administração tem estudos para reajustar esse plantão (no elenco de demandas do setor) em 120,16%, que elevaria seu valor para R$ 434,07%.
Ou seja, R$ 240,00 acima da atual valor e R$ 152,00 maior do que a proposta de ontem. No que o governo deve estar prudentemente avaliando conceder.
Teria o governo, pelos estudos, entre a proposta realizada e o que planeja (caso decida-se implementá-la) uma flexibilidade de R$ 130,00 que poderia administrar.
Há ainda outra demanda dos agentes: o reajuste para a categoria da indenização por sujeição ao trabalho penitenciário e prisional.
A indenização seria reajustada em 63,14%, passando dos atuais R$ 500,00 para R$ 815,72 que, para a Secad, projetaria um impacto anual de R$ 2,6 milhões na folha de salários dos 1.075 policiais penais do Estado.


