Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Propinoduto e empresários corruptos mandam no Estado e sangram suas finanças públicas. Mas as acusações contra Wanderlei não valem uma moeda de três. Senão a PF não pediria que população fizesse denúncias anônimas: quer mais indícios

21/08/2024 2164 visualizações

Caros, as denúncias de desvios na compra das cestas básicas no governo Mauro Carlesse foram uma constante. O governo comprou R$ 100 milhões em cestas na pandemia.

Não duvido que muitos servidores públicos, empresários e seus empregados e até esposas (constantes na busca e apreensão) tenham relação com os desvios.

Há um grupo que entra governo e sai governo e está cada vez mais rico. Trocam-se os governadores, mas os empresários continuam por motivos óbvios. Tem os caminhos das pedras.

Mas, após a PF colocar em suas publicações nesta quarta endereços eletrônicos e telefones para denúncias sobre o caso, mantenho aquilo que escrevi em setembro do ano passado. A PF dá indícios de que precisa de mais elementos para fundamentar a ação, dar corpo ao indiciamenoto.

Ou quer aprofundar em outras questoes. Afinal, no Estado, a regra geral tem sido o desvio de recurso, com políticos e empresários se enriquecendo na proporção inversa do crescimento da pobreza e diretamente proporcional ao avanço de receitas públicas.

Muito embora os empresários e suas práticas sejam conhecidos, o governador Wanderlei Barbosa era vice na aquisição de 1 milhão de cestas por Mauro Carlesse.

Vice não ordena compras e parte dos recursos era de emendas, sobre as quais Wanderlei não tinha autonomia porque não era deputado. E pior: era adversário do titular do cargo. Vai que Carlesse decidiu entregar-lhe um naco de pão.

A inclusão de Wanderlei no processo se deu, na verdade, com uma justificativa de inclusão (no processo já no TJ, depois de ter passado pelo Fórum) de um relatório de análise financeira da Polícia Civil, anexado já no Tribunal.

Lá constaria uma transferência de R$ 5 mil (sem qualquer outra identificação ou conexão ou fundamentação) de um dos investigados (até então Wanderlei não estava no inquérito) ao atual governador. Wanderlei e a PC andavam às turras nesse período.

Era o equivalente a 0,005% das vendas. Eta propinazinha da "mulesta" que Carlesse teria permitido a Wanderlei. Imagina o dinheiro.

Uma Transferência bancária/TED – em 3 de novembro de 2020 - quando governava o Estado e quem mandava comprar as cestas era o seu inimigo figadal e adversário, Mauro Carlesse, com maioria absoluta no Legislativo.

Ou seja, Wanderlei Barbosa não era o governador, não exercia interinamente o cargo de governador em 2020, só passou a exercer interinamente o cargo de governador em 21 de outubro de 2021. Ai sim, poderia, em tese, o processo ter sido encaminhado ao STJ que afastou Mauro Carlesse.

Mais: como vice-governador, à época, Wanderlei Barbosa não atrairia a prerrogativa de função (foro) agora que é governador.

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