Sábado, 24 de Out de 2026

Promotor eleitoral de Gurupi descarta abuso de poder econômico mas manifesta-se nesta quinta favorável à acusação de abuso de poder político de Josi e Carlesse e pede a inelegibilidade dos dois!!

04/11/2021 786 visualizações

O promotor eleitoral de Gurupi, Reinaldo Kock Filho, pronunciou-se nesta quinta, 4, pela procedência de Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) para declarar a inelegibilidade de Josi Nunes, Gleydson Nato e Mauro Carlesse por abuso do poder político nas eleições de 2020 na cidade. O promotor pede inelegibilidade dos investigados por oito anos subsequentes à eleição, além da cassação do diploma de Josi Nunes e Gleydson Nato. A ação envolve Gutierres Torquato, candidato adversário de Josi Nunes que peticionou por abuso de poder político, econômico e uso indevido de meios de comunicação

Na avaliação do promotor, os atos do governador afastado Mauro Carlesse interferiram, nas eleições. O MPE, entretanto, descartou parte das acusações. Uma delas seria o apontamento de que servidores do governo teriam sido cedidos para a campanha, tendo sido comprovado que, na verdade, os funcionários encontravam-se de férias no período, dentro do permitido pela legislação.

Outra denúncia também não foi levada adiante pelo MPE. A de que o custeio e hospedagem dos servidores teriam sido bancados por uma empresa com contratos com o governo. Escreve o promotor: “Os investigantes não lograram demonstrar que o Governo do Estado custeou a contratação de empresa P&P Turismo em benefício dos primeiros investigados. Conforme se extrai do ID nº 76099478, constam nota fiscal, fatura e contratos entre a P&P Turismo e a campanha dos dois primeiros investigados, sendo que os serviços contratados foram pagos na data de 14.12.2020, conforme comprovante de transferência no valor de R$ 145.581,00, feito por Josi Nunes Prefeita em favor de P&P Turismo Eireli”.

Pegou contra os acusados uma filmagem feita durante a campanha em que a promotoria eleitoral entendeu que “não houve mera filmagem do trabalho das polícias, mas sim gravação dirigida e contracenada do trabalho das polícias”. Ainda assim o promotor concluiu:” Em que pese a experiência indicar que o vídeo da propaganda eleitoral não seria fruto de mera filmagem de imagens cotidianas dos trabalhos das polícias, há que considerar que não há prova cabal nos autos que autorize tal conclusão”

Chamou a atenção do Ministério Público Eleitoral a data e a quantidade de cestas básicas distribuídas pelo governo na cidade. Gurupi, com 88 mil habitantes, teria sido contemplada, no período eleitoral, com 32.978 cestas. Palmas, por exemplo, com 313 mil habitantes, teria recebido apenas 56.118 cestas. Uma proporção de 0,18 cestas/habitante contra o índice de 0,37 cestas por habitantes de Gurupi.

“Resta evidente, portanto, que o terceiro investigado, na condição de Governador do Estado, direcionou um número muito superior de cestas básicas ao Município de Gurupi, para serem distribuídas às vésperas de eleição, visando, deste modo, beneficiar os primeiros investigados em detrimento dos demais candidatos”, pontuou o promotor.

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