No poder público do Estado, é possível avaliar-se, vive-se uma ditadura do proletariado às avessas. Melhor dizendo: os trabalhadores inverteram a base da pirâmide, ocupando o espaço pequeno-burguês. E o patrão virou empregado.
Eles, não sem base legal, subvertem a ordem: consumiram (em todos os poderes) no ano passado o equivalente a R$ 6 bilhões dos R$ 7,3 bilhões das receitas líquidas do tesouro. Uma média de R$ 120 mil anuais para cada um dos cerca de 50 mil servidores (efetivos, comissionados, contratos). Distribuídos entre os que ganham mais de R$ 50 mil e aqueles que ganham menos do que o mínimo.
Mais ainda: R$ 10 mil mensais sem considerar os R$ 120 milhões da contribuição anual do governo ao plano de saúde dos servidores. Os efetivos (concursados) são a grande maioria: 85% da folha e 67% do número de servidores. Do outro lado, a maioria da população vive de uma renda domiciliar per capita média no Estado de R$ 1.055,00, apurada pelo IBGE no ano passado.
Trato aqui daqueles que estão empregados. Isto porque há (conforme o Banco Mundial) mais de 160 mil pessoas (11,82% da população) que sobrevivem na extrema pobreza com renda média domiciliar de R$ 140 mensais.
Daí que quando se observa sindicalistas de categorias de funcionários bradando palavras de ordem reivindicatórias (como ocorre nesta semana), como se exercessem o papel de guerreiros numa luta de classes, se está diante de uma anomia, dada a absoluta desconexão com a realidade.
(.......)
Leia mais: https://www.jornaldotocantins.com.br/editorias/opiniao/tend%C3%AAncias-e-ideias-1.1694943/proletariado-pequeno-burgu%C3%AAs-1.2006603


