A busca pelo cartão emergencial criado pela Prefeitura de Palmas no primeiro dia de inscrição dá bem a medida da situação de necessidade de parte da população da cidade.
Ontem até as 19 horas já haviam 4 mil e 312 inscrições no programa. Ou seja, em 11 horas de inscrição já havia aderido ao programa 29% do total esperado pela prefeitura. O programa irá beneficiar 15 mil famílias.
Se manter a aceleração, o programa pode chegar no dia 7 de maio (último prazo para inscrição) com cerca de 50 mil interessados (mantida a média diária de inscrições). De outro modo: ainda que todos se enquadrassem no programa, 35 mil ficariam de fora dos R$ 200,00 mensais
Um valor equivalente a 82,65% da cesta básica (Procon/Tocantins/5abrril/2021), da ordem de R$ 241,98 para se adquirir o mínimo para sobrevivência digna na cidade.
Somando os 15 mil do programa aos 11 mil beneficiários do Bolsa Família e aos 89 mil do auxílio emergencial do governo federal (prevalecendo os números de 2020) tem-se aí 38,3% da população de Palmas dependendo de ajuda na pandemia para se alimentar.
A cidade celebrada como a possuidora de uma das melhores qualidades de vida do país. E que fecha os olhos para a escandalosa concentração de renda. Não raro formada com recursos oriundos do poder público. Ou seja, do público.
E se não tivesse nem esse auxílio?


