Não se pode dizer que não haja método e planejamento no pacotão de R$ 2,9 bilhões apresentado pelo governo ontem a prefeitos do Estado. Os recursos e o projeto são disponibilizados a exatos 10 meses do prazo de desincompatibilização de Mauro Carlesse (2 de abril) e a 13 das eleições de 2 de outubro de 2022. Entre abril e outubro há as restrições da legislação eleitoral. Não à toa, o vice Wanderlei Barbosa dividia o palco.
Se conseguir executá-lo, o Executivo terá em pouco mais de um ano realizado duas vezes o valor orçamentário anual previsto para investimentos na lei orçamentária e que há duas décadas não tem passado de 30% do projetado (menos de 5% das receitas). Como o orçamento deste ano prevê menos recursos, o projeto irá adentrar o orçamento de 2022.
Diferencia o governo Mauro Carlesse dos demais porque tem disponibilidade de caixa, enquadrou a administração, paga salários em dias, reduziu a Dívida Consolidada, negociou débitos e pagou R$ 1,2 bilhão de despesas de governos anteriores herdadas da ordem de R$ 2,3 bilhões (apontada pelo TCE) e que sequer eram contabilizadas pelos ocupantes anteriores do Palácio.
O governo quer gerar 103 mil empregos e beneficiar 359 mil pessoas. O número fracionado é uma preciosidade mas não lhes retira o valor. A oposição vai regurgitar que os R$ 10 milhões do vale gás são eminentemente eleitoreiros, ainda que mais da metade da população do Estado esteja a contar tostões para não ir à beira do fogão de lenha e um milhão viram na cesta básica do governo no último ano alívio para a fome na pandemia.
Ademais, política por política, todos que hoje devem criticar Mauro Carlesse pela ação foram partícipes de programas como o Acelera Tocantins (Carlos Gaguim), Governo mais perto de você (dois governos de Marcelo Miranda), Siqueira chegou até a pagar empresa privada para elaborar o PPA. E as mil obras de Moisés Avelino!!!!
O problema é que lá, não havia recurso disponível e o governo, se tinha algum projeto definido, não o executava. Tanto Siqueira como Marcelo, Carlos Gaguim e Sandoval não determinavam a sua administração. Gaguim chegou a entregar a administração de secretarias a deputados, Marcelo e Siqueira entregaram o governo às respectivas famílias. E Moisés Avelino não estava nem aí para nada.


