A deputada Janad Valcari (PL) teve nova derrota no seu confronto político direto com a prefeita Cínthia Ribeiro.
Ainda que ela tivesse sido proveniente de ação considerada, à época, vitoriosa e resultado do determinismo fiscalizatório e em favor da população, como amplificado pela presidente do Legislativo na sua provocação.
Janad, com efeito, foi eleita deputada estadual com méritos e, em dois anos, já registra uma carreira meteórica: eleita vereadora, presidente da Câmara e deputada estadual. Disputar a prefeitura, é só questão de prazo. Isto, racionalmente, não é só produto do verbo. Mas da verve e determinismo. Falta-lhe, tudo indica, dosagem, régua.
Pois bem: a Procuradoria Geral de Justiça (MPE) pediu (no dia 10 de março e só agora veio a público) o arquivamento - sem a mesma amplificação nas redes socias de sua protocolização - de denúncia de Janad contra Cínthia que, aberta a investigação, poderia fazer a prefeita responder por crime de responsabilidade que leva à perda do cargo (quando assume o vice).
Denúncias tem sempre mais Ibope que sua negação restauradora das consequências que promovem, ilegitimamente, no denunciado..
Janad viu crime no atraso, no ano passado, do repasse do duodécimo à Câmara Municipal, da qual era presidente. O atraso – como acatou o MPE – não teria sido voluntário ou determinado e sim por dúvida de natureza técnica, sanada dois dias depois pelo Executivo municipal.
Obviamente que se Janad não colocasse sua agenda política acima da agenda institucional teria evitado o desgaste de agora, com o Ministério Público declarando não haver causa para a investigação.
Ou seja, denúncia vazia que, em condições normais, implicaria na avaliação sobre a seriedade e comprometimento das denúncias (necessárias quando calcadas em fatos comprovados) da então vereadora e hoje deputada.


