Sábado, 24 de Out de 2026

Procuradoria decide abir inquérito civil para apurar improbidade de Carlesse quando inquérito criminal corre há mais de três anos!!! Antes tarde do que nunca!!

10/11/2021 977 visualizações

A decisão do Ministério Público do Estado de abrir inquérito civil público para apurar supostos atos de improbidade na gestão do Plan-Saúde é emblemática.

O inquérito – informa a Procuradoria – irá investigar a prática de improbidade de Mauro Carlesse. E a investigação correrá paralela ao inquérito criminal que tramita no STJ contra os mesmos investigados.

Informa ainda o parquet: existiriam outros onze inquéritos nas promotorias públicas versando sobre o mesmo assunto.

É provável que estes (ainda que não informe a PGJ) digam respeito a servidores sem prerrogativa de foro e não ao governador afastado cuja competência é da PGJ (civil) e STJ (criminal).

A omissão leva as pessoas comuns, por lógica, a entenderem que, além do inquérito da PGJ e do STJ, o governador afastado estaria respondendo por improbidade junto a mais de uma dezena de promotores incompetentes para o feito.

E não a procuradores. Misturando alhos com bugalhos, servidores sem prerrogativa de função com os detentores de foro privilegiado. Um grande caldo a somar-se aos vazamentos seletivos em curso.

A entrada da PGJ na questão, apesar da forma como a justifica e formata, é benéfica à apuração de responsabilidades, evidentemente. E há que ser defendida em favor da legalidade e dos parcos recursos públicos que a Polícia Federal aponta terem sido desviados.

Mas deve o parquet, por certo, explicação pelo atraso já que as operações que a PGJ pretende ter como parâmetro de investigação (e a tivesse provocado a agir agora) tem os seus inquéritos tramitando há mais de três anos, como demonstram os vazamentos seletivos.

E somente agora, depois do STJ e após os onze outros inquéritos civis, a Procuradoria decide entrar na valsa

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