O número tem lá sua graça. E pode despertar os arautos da oposição a Wanderlei Barbosa. Mas é plausível.
A Secretaria de Educação publicou ontem a contratação de um chaveiro por R$ 52 mil e 603 para atender-lhe por 12 meses com cópias de chave e fechaduras. Podendo ser prorrogado por mais 120 meses. Ou seja: uma prorrogação dez vezes superior ao prazo de validade do contrato.
Como cada cópia de chave (Yale por exemplo) é cotada no mercado (Google) entre R$ 6,00 e 18,00 tem-se, pelo menor valor, a possibilidade de se contratar para as escolas públicas estaduais 8.677 cópias de chave a cada ano. E pelo valor cheio (R$ 18,00), 2.922 cópias de chave Yale.
Pelo valor menor, as 494 escolas estaduais teriam direito, a cada 12 meses, a 18 cópias de chave por ano. No maior, o mais provável, seriam seis fechaduras anuais. Por escola.
Se o governo conseguisse comprar por R$ 6,00 com o valor de R$ 52 mil, cada grupo de 19 alunos teria direito a uma cópia de chave da sua sala de aula.
Em 11 anos (os doze meses do contrato assinado mais os 120 meses de prorrogação) seriam 95 mil e 447 cópias de chaves na Educação, considerando a unidade a R$ 6,00, o menor valor hoje encontrado.


