A prisão do empresário goiano Adair Meira ontem pela polícia por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC, deve arrepiar os cabelos de políticos do Estado.
Lucas Meira (filho de Adair) foi indicado vice de Cínthia pelo deputado Carlos Gaguim em 2020.
Duas semanas antes de a prefeitura prorrogar contrato com uma entidade, Renapsi, de ligações com a Pro Cerrado.
A gênese do êxito financeiro do grupo que adotou políticos do Estado.
Uma média de R$ 4 milhões mensais contratado ainda por Carlos Amastha.
O Renapsi era presidido no Estado por Lucas Meira.
Na campanha de 2020, o candidato Alan Barbiero declarou que romperia o contrato com o Renapsi.
Em Goiânia, à época, conforme Barbiero, a Renapsi se defendia em processo de improbidade com recursos públicos de algo próximo a R$ 70 milhões.
A empresa negou tudo.
Lucas desistiu da candidatura. Era uma promessa. Mas não suportou o torpedo das denúncias.
Lucas faleceu em trágico acidente no aeródromo de Palmas em janeiro de 2021.
Carlos Gaguim foi um dos primeiros a chegar à aeronave ainda em chamas. Um vídeo emocionante circulou nas redes com o desespero do parlamentar pela cena.
A Renapsi (de conexão implicita com os Meiras) continuou com seus contratos. Inclusive com o governo. Tranquilamente como freira de convento.
Mas veio à tona novamente no ano passado.
O vice-governador Laurez Moreira, no exercício do cargo de governador, rompeu o contrato do governo com o Renapsi acusando desvios de R$ 25 milhões.
E que a empresa também negou.
Um rombo na frequência que impactava nos custos. Ou seja, o instituto criava alunos para ganhar mais. E o governo pagava.
Contrato que Wanderlei Barbosa retornou assim que voltou ao cargo.
A exemplo do que aconteceu com os cursos à distância da Unitins. E que auditoria do MEC descobriu um furo de milhares de alunos fantasmas na frequência.
Expediente que sugeria duto para lavagem de dinheiro. Sem frequência, o número de alunos matriculados era uma lavanderia perfeita.
Suspendendo o EAD da instituição estadual. O relatório do MEC (que tive acesso à época) é espantoso.
No Renapsi, pela denúncia de Laurez, o método era o mesmo. Crime do qual é hoje acusado o pai do ex-presidente do Renapsi de Palmas.


