Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Pressupostos de utilidade. Meu artigo desta quarta no Jornal do Tocantins

luizarmandocosta 17/06/2020 149 visualizações

Repete-se a emoção: as pessoas sentem que a vida pode melhorar com os dois empréstimos aprovados pelo Legislativo para o Executivo contrair com o Banco do Brasil e o Banco Regional de Brasília: R$ 300 milhões.

E não estão de todo erradas. A finalidade é indiscutível. Além das obras (relevantes para o Estado) dinheiro circulando, empregos surgindo, o mercadinho da esquina vendendo mais e recebendo os "pindura".

Por outro lado, haveria poucas dúvidas de que estivéssemos diante da rendição incondicional de cada indivíduo à sociedade como um todo, materializada no Estado, pugnada por Rosseau. Controle total dos aspectos de nossas vidas.

Como antes o fora em outros empréstimos autorizados por lei nos últimos três anos: R$ 453 milhões (Caixa), R$ 130 milhões (Caixa), R$ 146 milhões (Banco do Brasil) e agora R$ 150 milhões (BB) e R$ 150 milhões (BRB). Somados, R$ 1,029 bilhões em obras.

Nenhum contratado ainda. Nenhum centavo acrescentado ao açougueiro que continua contabilizado seus derivativos. E que o banco os cobra. Mas a esperança não depende da contratação. Basta-lhe a perspectiva de sua realização. Caso contrário, não seria esperança que só é esperança por que algo que se espera. Não se tem ainda.

Na vida real, os R$ 300 milhões de agora (ou os fictícios R$ 1,029 bilhões) apenas realçam o descontrole de um Estado novo já com os vícios de Estado velho.

Leia mais:https://www.jornaldotocantins.com.br/editorias/opiniao/tend%C3%AAncias-e-ideias-1.1694943/pressupostos-de-utilidade-1.2070121

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