Um horror a comemoração de Jair Bolsonaro pela paralisação dos testes com a vacina Instituto Butantã/Coronavac. E ainda mais por um suposto caso grave que teria sido um óbito. E que na manhã desta terça (coletiva do governo de São Paulo) fica se sabendo que não tivesse relação com a vacina.
Na raia miuda, raciocina-se, Bolsonaro estaria feliz com a paralisação da vacina (e da imunização da Covid que já matou 163 mil pessoas no país) e não importando-se se isto se devesse a um óbito de pessoa que teria familiares e amigos. Não haveria conclusão diversa.
Tudo em função de sua briguinha política particular com João Dória e com as eleições de 2022 para as quais já está em campanha com dois anos de antecedência enquanto o país padece de três crises: econômica, de saúde e moral.
É provável que Bolsonaro e bolsonaristas observem no fato apenas uma disputa política, o que já seria um absurdo incivilizatório dados os óbitos e o suposto fracasso da vacina imunizatória.
Mas é pior: se quer que se pense igual e que se veja como normal um presidente da República ir contra uma vacina de imunização de um virus que já matou no país mais de 163 mil pessoas. O segundo maior número de mortes do planeta.
E, ainda por cima, comemorar isto. Me tire o tubo!


