Só mesmo certeza de impunidade com boa dose de prepotência para explicar a confusão em que se meteu a deputada federal Dulce Miranda que pode causar ao partido, MDB, a perda de dois parlamentares: a própria e o estadual Jair Farias agraciado com R$ 600 mil da ex-primeira dama. Recursos oriundos do fundo partidário e de obrigatória aplicação em candidaturas femininas.

A rejeição das contas de campanha da deputada federal sob acusação de uso de recursos destinados a candidaturas femininas em candidaturas masculinas seria apenas um descuido não representasse ilegalidade para a Justiça Eleitoral e o exercício de arbitrariedade da ex-primeira-dama, como acusa a JE.

Dulce, para muitos, segue o script que desenvolvia nos governos Marcelo Miranda nos últimos anos. Entrou nos recursos do partido, como devorou colégios eleitorais de outros parlamentares do MDB durante o governo do marido.

Marcelo, governador e maior líderança estadual do MDB, observou impávido a ação da esposa parlamentar como se estivesse em jogo a cozinha de sua casa e a deputada estivesse fazendo não mais que administrar as compras do mês.

Não interceptada no que tem de pior e de autoritarismo – como lhe atribuem seus próprios aliados - a deputada atravessou o "corguim, pisou no tomate e quebrou os ovos". Algo perfeitamente previsível seguindo os princípios que aplicou em sua meteórica trajetória política.

Pode ter dificultado tanto a situação de Marcelo Miranda (por enquanto inelegível só até 2022) e do PMDB que arrisca-se a ficar sem opções daqui a quatro anos, sem um deputado federal e outro estadual.

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Ponto Cartesiano

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