Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Preparem as marmitinhas: JTo informa que servidores de alimentação do HGP podem parar serviços: falta de pagamento!!

luizarmandocosta 16/11/2018 2420 visualizações

O mundo gira e a lusitana roda. Qualquer cidadão com algum conhecimento saberia, desde antes da posse de Mauro Carlesse, que para o governador cumprir o que prometia desde o ano passado (quando lancetava Marcelo do seu gabinete na Assembléia) teria que dar um cavalo de pau nos princípios em que acreditava e, publicamente, afirmava. Elevava orçamentos públicos e transgredia a Constituição escancaradamente. Os fatos estão aí. Passados sete meses no governo parece não ter encontrado o prumo.

No governo, continua com a mesma utopia administrativa: gastando mais do que arrecada fiando-se nos avais a empréstimos e na boa vontade do governo federal para aumentar as transferências. Parte do princípio, deduz-se, que, se no Estado não se fabrica dinheiro, a União o fabricaria de algum modo. Ainda que o orçamento da União já projete um déficit acima de R$ 170 bilhões em 2019 (R$ 160 bilhões em 2018). Antes, quando isto ocorria, corria-se para o FMI.

Leio no Jornal do Tocantins desta sexta que os empregados do serviço de alimentação do HGP estariam na iminência de uma greve por falta de pagamento de salários. Nisso aí também o governo pode dizer que não teria nada com isto,como o fez com a falta de destinação do lixo hospitalar pela Sancil, afinal quem paga os salários é a terceirizada.

Inevitável recordar a propaganda do governo Mauro Carlesse em setembro (em plena campanha eleitoral) da contratação por R$ 34,8 milhões de três empresas para fornecer alimentação nos hospitais públicos do Estado. E dizia fazer uma economia de R$ 19 milhões em relação ao contrato de R$ 54 milhões da gestão anterior. Aqueles contratos mandrakes de Marcus Musafir em que o TCU investiga superfaturamentos de até 30%.

Na divulgação do governo Mauro Carlesse, ganharam as empresas MS Gestão em alimentação (R$ 12,1 milhões), Oliveira e Cia Ltda (R$ 16,1 milhões) e ML de Matos Muller (R$ 6,5 milhões). O anúncio foi feito, não sem a devida pompa saneadora, pelo secretário Renato Jaime (o mesmo que contratou a Sancil sem licitação e sem exigir atestados obrigatórios de lei) que discursava ser a demonstração do compromisso do governo com os usuários do Sistema Único de Saúde.

A greve dos servidores do HGP por falta de salários denota, com efeito, que algo continua errado. O governo, dois meses após a contratação das três empresas, não solucionou o problema como anunciara. E pode estar inadimplente como fazia Marcelo Miranda que deixou de pagar R$ 80 milhões à Litucera pelo mesmo serviço até 2016. Abrindo possibilidade para a Secretaria contratar empresas de fundo de quintal, sem licitação, para efetuar o serviço. E qualquer um sabe no que isto dá e o que possibilita.

Ah!! O governo anunciou ontem que contratou uma nova empresa, Dantas e Cavalcante Ltda - que vem a ser a mesma Ecosservice de Imperatriz (MA) - para substituir a Sancil, do ex-juiz eleitoral João Olinto. Uma informação risível. Contratou novamente sem licitação a mesma empresa que deixou de recolher o mesmo lixo hospitalar no Hospital Geral de Palmas. Motivo: falta de pagamento do governo.

E que possibilitou,  na época, esta foto aí de cima!!!!!

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