Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Preocupação do poder público com jornalistas pode fazer-lhe mais mal do que bem. A crítica democrática é oportunidade do governo mostrar seu desempenho e não o contrário

30/03/2025 798 visualizações

Políticos (e assessores) palacianos tem andado muito preocupados com jornalistas.

Este blog, obrigo-me a anotar, ainda não foi, no governo Wanderlei, pressionado a nada nem “levado” as barras da mídia oficial pelo que publica. Ou deixa de publicar.

E que se note: em Mauro Carlesse também não. Nos demais, desde 92, todos tiveram interesse (e agiam para tal) em direcionar os jornalistas e perseguí-los quando contrariados. Pediam até demissão de profissionais.

Reclamações existem, é do jogo. Mas há jornalistas no atual governo que dizem ser vítimas de perseguição. Se verdadeira (não vejo razão para controvérsia), um erro tático do governo. Uma confusão entre o público e o privado.

Comandei assessorias de comunicação na Caixa em Goiás (até a criação do Tocantins), IAPAS, Federação da Agricultura e tantas outras em três décadas e nunca vi uma estratégia melhor do que anunciar em veículos de comunicação que escolhiam a adversidade.

O jornalista escrevia que a instituição deixava de fazer isto ou aquilo e, ao invés dos “surrados” pedidos de direito de resposta, publicava no veículo, em forma de anúncio, a informação da instituição.

A crítica aos governos não é só necessária, mas fundamental. O poder público tem a obrigação de entendê-la e processá-la.

Ainda mais em Estados como o Tocantins onde os deputados, que são eleitos para fazê-lo, agem apenas como lacaios do Executivo.

E, claro, isto não é uma disputa entre questões pessoais e sob domínio de impulso dos afetos. E sim públicas regradas por lei.

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