Políticos (e assessores) palacianos tem andado muito preocupados com jornalistas.
Este blog, obrigo-me a anotar, ainda não foi, no governo Wanderlei, pressionado a nada nem “levado” as barras da mídia oficial pelo que publica. Ou deixa de publicar.
E que se note: em Mauro Carlesse também não. Nos demais, desde 92, todos tiveram interesse (e agiam para tal) em direcionar os jornalistas e perseguí-los quando contrariados. Pediam até demissão de profissionais.
Reclamações existem, é do jogo. Mas há jornalistas no atual governo que dizem ser vítimas de perseguição. Se verdadeira (não vejo razão para controvérsia), um erro tático do governo. Uma confusão entre o público e o privado.
Comandei assessorias de comunicação na Caixa em Goiás (até a criação do Tocantins), IAPAS, Federação da Agricultura e tantas outras em três décadas e nunca vi uma estratégia melhor do que anunciar em veículos de comunicação que escolhiam a adversidade.
O jornalista escrevia que a instituição deixava de fazer isto ou aquilo e, ao invés dos “surrados” pedidos de direito de resposta, publicava no veículo, em forma de anúncio, a informação da instituição.
A crítica aos governos não é só necessária, mas fundamental. O poder público tem a obrigação de entendê-la e processá-la.
Ainda mais em Estados como o Tocantins onde os deputados, que são eleitos para fazê-lo, agem apenas como lacaios do Executivo.
E, claro, isto não é uma disputa entre questões pessoais e sob domínio de impulso dos afetos. E sim públicas regradas por lei.


